08 dezembro, 2016

ANTHRAX: Stomp 442 (CD, 1995)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Passados vinte e um anos após seu lançamento em 1995, "Stomp 442" do Anthrax, ganha um "ré-lançamento" aqui no Brasil feito pela parceria entre a Shinigami Records e a Nuclear Blast Brasil, e certamente vem de bom grado para os fãs de carteirinha.

O sétimo disco de estúdio dos americanos que desde sua origem seguem a cartilha do Heavy-Metal mesclado com Thrash, Speed e Groove Metal marca uma das tantas fases vividas pelo Anthrax. Com a saída de Joey Belladonna e Dan Splitz, e com John Bush assumindo o papel de frontman, o quarteto agarrava-se a uma linha mais alternativa e comercial, fazendo com que em certos momentos o grupo beirasse o Grunge e subgêneros dos anos noventa.

Lançado pela Elektra Records, o registro não teve o alcance esperado, seja pela mudança repentina ou pela insuficiência no ruim desempenho para promover o álbum, ou pela capa assinada por "Storm Thorgerson" que nem mesmo carregava a logo da banda e que foi usada um ano antes por Bruce Dickinson em seu disco "Balls to Picasso" , "Stomp 442" veio em uma época bem conturbada para o Anthrax, sendo um divisor de águas para o quarteto americano.

Ame ou odeie, necessário ou não, "Stomp 442" ficou marcado como aquele espinho na sola do sapato. De longe, certamente o disco não era nem um terço do que o Anthrax tinha à oferecer, tanto que "Vol. 8: The Threat Is Real!" veio para acalmar os ânimos mesmo que três anos depois, mas algumas faixas como "Fueled", "Riding Shotgun", "Perpetual Motion" e "Nothing" merecem um crédito à mais dos fãs mais exigentes.

Anthrax - Stomp 442 (CD, 1995) 
Shinigami Records / Nuclear Blast Brasil - Nacional

Músicas:

01 – Random Acts of Senseless Violence
02 – Fueled
03 – King Size
04 – Riding Shotgun
05 – Perpetual Motion
06 – In A Zone
07 – Nothing
08 – American Pompeii
09 – Drop The Ball
10 – Tester
11 – Bare


Sites Relacionados:
www.anthrax.com

05 dezembro, 2016

SABATON: The Last Stand (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

O power metal sempre teve uma linha de frente fortíssima, contando com os suecos do Sabaton, que somam atualmente oito discos de estúdio, e seu último lançamento - distribuído no Brasil pela Shinigami Records - veio municiado até os dentes para reforçar o poder latente do grupo!

Gravado no Abyss Studios sob a produção de Peter Tagtgreen tratando de nivelar com astúcia a sonoridade do sexteto, "The Last Stand" data-se um disco rechonchudo, não apenas em peso mas também em temática.

O disco carrega em suas trezes faixas, composições inspiradas em famosas batalhas militares históricas e decisivas, como a Primeira Guerra Mundial, Sparta e Argonne, deixando a proposta do grupo ainda mais interessante e em casa.

O abre-alas "Sparta" anuncia que o batalhão sueco está em campo. Com seus teclados à beirar um climax épico, riffs sólidos carregados com a força da marcha espartana sentida em seu refrão urrados e esbravejantes.

Em "Last Dying Breath": guitarras mais secas acompanham as orquestrações que nos levam para a Sérvia com riffs cheios de vigor à representar a valentia dos soldados numa batalha que custaria suas vidas.

"The Lost Battalion": Certamente está na lista de clássicos do disco, e da banda em si, com seu refrão simples e grudento, cativa com facilidade o amigo ouvinte e ainda tem um fato bastante curioso. A faixa não dispõe de bateria. Sim, o que escutamos na verdade são os estalos de armas! Com uma audição minuciosa é possível captar cada elemento, como pistolas e até metralhadoras.

"Rorke's Drift": Dispõe de um andamento dançante e poderoso. Riffs cerrados e bateria firme consolidam uma base concentrada e robusta, que ganha também um solo agitado e veloz.

"Hill 3234": Uma cozinha rítmica azeda e cadenciada dá todo um peso poderoso e elegante à canção que segue a rica a cartilha com sangue e glória.

Em outras palavras "The Last Stand" carrega consigo, não apenas uma aula de sincronia musical lapidada mas também aulas de pura história destiladas de forma inteligente e mesmo longe de soar um álbum inovador, ele resgata as épocas de ouro do Sabaton que agora está muito mais enérgico e garrido!

Sabaton - The Last Stand (CD, 2016)
Shinigami Records / Nuclear Blast - Nacional


Músicas:
01. Sparta
02. Last Dying Breath
03. Blood of Bannockburn
04. Diary of an Unknown Soldier
05. The Lost Battalion
06. Rorke’s Drift
07. The Last Stand
08. Hill 3234
09. Shiroyama
10. Winged Hussars
11. The Last Battle
12. Camouflage (bônus - cover Stan Ridgway)
13. All Guns Blazing (bônus - cover Judas Priest)


Sites Relacionados:
www.sabaton.net

03 dezembro, 2016

SODOM: Decision Day (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Os alemães realmente não brincam quando se trata de Thrash Metal, e o lendário e fortíssimo Sodom sempre esteve preparado para guerra desde o lançamento de "Obsessed by Cruelty" há trinta anos atrás.

Achem o que quiserem, mas o tempo parece não passar para esses veteranos!

Isso porque, mesmo com seus dois últimos lançamentos "In War and Pieces" (10) e "Epitome of Torture" (13) sendo rajadas violentas o grupo não parou para desleixos e sim, continuaram à manter seu altíssimo nível. Até porque, retroceder não faz o tipo do trio liderado por Tom Angelripper.

O 15°, "Decision Day", é enraizado no enérgico Thrash Metal cortante e agressivo, cheio de riffs marcantes e composições que soam como clássicos, com todo a personalidade requintada do trio.
Produzido e mixado por Cornelius Rambadt, no Rambado Recordings e masterizado por Dennis Koehne no Flying Pigs Studio, o disco dispensa comentários, pois sua engenharia sonora destila fácil assimilação, peso extremo e transparência de cabo à rabo sem dá um trisco sequer na performance da banda.

"Decision Day" veio para quebra a linha do tempo na espera de três anos de seu antecessor, e já chega com balas na agulha dispensando apresentações:

"In Retribuition": O tanque de guerra que chega para derrubar muros, riffs ríspidos e bateria agressiva fazem dessa faixa um clássico em potencial.

"Rolling Thunder": Mal-encarada, a carrancuda usa seus riffs monstruosos para o encaixe de um refrão grudento e carregado de fúria.

"Caligula": Essa gruda facilmente. Aquela que não te deixa dormir porque continua tocando no seu cérebro por dias, equilíbrio dosado de boa forma entre brutalidade, simplicidade e melodia.

"Who Is God": Os riffs cerrados dão um feeling agradável à faixa que se encaixaria perfeitamente numa balada de rádio.

E por fim a casada no trio composto por
"Vaginal Born Evil", "Belligerence" e "Blood Lions": Faixas prontas para quebrarem pescoços e subir poeira em moshpits!

Em resumo, não era de se esperar por menos de um gigante que, mesmo se fortificando com o pesar dos anos e aprimorando ainda mais sua música, nunca se deixou sucumbir pelas tendências e se mostram firmes e satisfeitos com suas raízes forjadas no aço e fogo. Mega recomendado!

Sodom - Decision Day (CD, 2016)
(Shinigami Records/SPV - Nacional)

Músicas:
01. In Retribution
02. Rolling Thunder
03. Decision Day
04. Caligula
05. Who Is God?
06. Strange Lost World
07. Vaginal Born Evil
08. Belligerence
09. Blood Lions
10. Sacred Warpath
11. Refused To Die



Integrantes:
Tom Angelripper: Vocais e Baixo
Bernd “Bernemann” Kost: Guitarra
Markus “Makka” Freiwald: Bateria

Sites Relacionados:
www.sodomized.info

27 outubro, 2016

VOX MORTEM: Endless Karma (EP, 2014)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Uma energia fervescente emana das entranhas do Vox Mortem. Somando mais de uma década na estrada, o quarteto criado em áreas suburbanas do Hell de Janeiro usa sua sonoridade violenta e agressiva para ceifar pescoços com seu EP: "Endless Karma".

Sucessor do debut "The Worst Creature", de 2008, "Endless Karma" teve a difícil tarefa de honrar seu legado, e foi exatamente o que os cariocas fizeram! Seis anos de total jejum foram mais que o suficiente para o, agora quarteto, dá vida à uma pedrada certeira do mais raçudo Thrash!

Gravado, mixado e masterizado no HCS Studios (RJ), sob a cristalina produção de Marco Anvito, o EP reúne todas as influências viscerais da nata internacional e nacional as décadas de 80 e 90.

Cinco faixas abrasivas e ininterruptas, guitarras afiadíssimas cospem riffs raivosos e cortantes, prontos para amassar tímpanos sem piedade. Além disso, uma cozinha bem coesa e maçante construída pelas cordas graves e a bateria - que desce o cacete nos taróis, tons e bumbos com muita precisão e violência - dá a sustância necessária para que a rítmica do grupo se mantenha impetuosa de cabo à rabo.

Apesar de todas as faixas terem duração mediana, a audição agradavelmente destruidora do EP proporciona um repeat do mesmo. Além de solos esmerados e pomposos, que chamam atenção dentro do gênero, as músicas carregam uma boa estrutura lírica, abordando sobre espiritualidade, conflitos sociais, religião e realidade caótica fluindo sobre linhas vocais cheias de acidez.

As faixas "Endless Karma", "Operation Condor" e "Vermins of Christ" desbravam facilmente moshs agressivos e de tirar o fôlego, simplesmente abusam do peso e fúria! Fernando "Difth" Silva deixou a mensagem do disco impactante e estampada na capa em um trabalho gráfico muito bom.

Violento, feroz e eletrizante, "Endless Karma" não deixa pedra sob pedra e tem poder e personalidade suficiente para honrar o legado do Vox Mortem até aqui. Recomenda-se!

Vox Mortem - Endless Karma (EP, 2014)
Independente - Nacional


Músicas:
01 Endless Karma
02 Operation Condor
03 Spiral of Disillusion
04 The Agnostic
05 Vermins of Christ


Integrantes:
Eduardo Martins: Vocal e Baixo
Esaú Xavier: Guitarras e Backing Vocals
Jean Rezende: Guitarras
Flávio Monteiro: Bateria

Sites Relacionados:
www.facebook.com/voxmortembrasil
www.mothdivision.net/p/blog-page.html

26 outubro, 2016

OLDER JACK: Metal Über Alles (CD, 2015)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Numa mistura eloquente de Rock n' Roll de origem e Heavy Metal, o quinteto catarinense Older Jack destila uma sonoridade diferenciada e latente, fazendo da mesma uma isca perfeita para fisgar tímpanos.

E debut "Metal Über Alles", gravado e mixado no DIGI Studios (Blumenau-SC) sob a direção de Vitor Nunes e dispondo de uma produção acima da média ganha destaque não apenas por sua qualificada engenharia de som, mas também por sua parte lírica toda cantada em alemão, língua que todos os integrantes da banda falam fluentemente.

Isso mesmo, senhores! Lançado em novembro de 2015, o disco carrega oito faixas excelentes, de riffs pegajosos, refrões que se prendem aos crânios, fugindo de qualquer tradicionalismo e borrifando personalidade e autenticidade de sobra.

Harmonias bem conduzidas mesclam pitadas de Heavy Metal, pegadas violentas de Thrash e momentos grooveados de Stoner, guitarras trabalhando à todo vapor e cuspindo uma chuva de riffs pesados adubando o terreno para um enxurrada de solos ricos, precisos e primorosos. A duo feita entre a latência das quatro cordas e a bateria mantém a rítmica sempre em alta e viva ao comando dos vocais rasgados e nivelados de Carlos Klitze.

Toda essa estrutura e qualidade fazem com que o disco soe bom por completo, deixando todas as faixas em destaque e arrematando devidos méritos, mas se petiscos são permitidos, "Öl Und Blut", "Fosa" e "In Namen Das Geldes" atendem muito bem até a degustação final!

O Older Jack e seu diferencial gritante, datam qualidade de sobra e muito afinco para chegar muito longe, e o primogênito "Metal Über Alles" é a prova de que muita coisa boa ainda pode ser lançada. Não espere, ouça!

Older Jack - Metal Über Alles (CD, 2015)
Independente - Nacional

Músicas:

1 - Öl und blut
2 - Metal über alles
3 - Fosa
4 - In Namen Das Geldes
5 - Luft
6 - Macumba
7 - Wahnsinn
8 - Das Ende



Integrantes:
Vocal: Carlos Klitzke
Guitarra : Deivid Wachholz
Guitarra: Hermann Wammser
Baixo : Cesar Rahn
Bateria: Bruno Mass

Sites Relacionados:
www.facebook.com/olderjackoficial
www.roadie-metal.com/press/older-jack

22 outubro, 2016

LAVAGE: Zombie Walk (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

A Lavage representa um dos nomes mais antigos para a cena alternativa de Fortaleza-CE. O quinteto que vem somando mais de dez anos de estrada lança em 2016 seu mais novo trabalho de estúdio, o intitulado: "Zombie Walk".

Mesmo com inúmeras baixas em suas formações ao passar dos anos, o quinteto liderado pelo vocalista e fundador Bruno Andrade destila uma sonoridade Classic Punk à lá anos 70/80, com pitadas de ironia e humor para tratar de temáticas importantes em suas letras, que vão desde os problemas cotidianos até a política.

Gravado e mixado no estúdio Ruído 111, sob a engenharia de som nas mãos de Paulo Eduardo, o sexto disco de estúdio é esmerado em ótimo nível, possibilitando preservar as guitarras sujas do estilo mais as deixando cristalinas o suficiente para que possamos nos atentar aos mínimos arranjos.

O disco carrega dez faixas cheias de energia, rebeldia, flagelação e protesto, pessoal e social. Riffs sedentos aplicados com acidez te fazem querer saltar da cadeira e entrar nessa sonoridade dançante que pode ser bem destacada nas faixas "Cascalho", "Decadência", a própria "Zombie Walk" que mescla um Elvis com Clash bem cativante, a já conhecida "No Lounger" que ganhou espaço por aqui e o divertido Brega-Punk de "Radiola".

O ilustrador Guabiras ficou responsável por estampar a capa do trabalho, fazendo uma charge da própria banda em uma sátira bem humorada sobre os protestos modinhas que tivemos no país ultimamente, tudo não passava de folho de palha.

A verdade é que, com bom humor e consciência, a Lavage sobrevive aos anos sempre com muita energia e parece transpirar juventude de sobra para continuar arregaçando as mangas por um bom tempo!

Lavage - Zombie Walk (CD, 2016)
Independente - Nacional

Músicas:

01 Insustentável
02 Cascalho
03 Viver no Brasil
04 Dez
05 Decadência
06 Zombie Walk
07 Degeneração
08 No Lounger
09 Desintegração
10 Radiola


Integrantes:
Bruno Andrade: Vocais
Everardo Maia: Guitarra
Glênio Mesquita: Guitarra
Rafael Maia: Baixo
Rogério Ramos: Bateria

Sites Relacionados:
www.roadie-metal.com/press/lavage
www.facebook.com/banda.lavage

ROADIE METAL: Volume 8 (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Chegando a oito edições lançadas, e com uma nona engatilhada, as compilações produzidas pela Roadie Metal (Rádio e Assessoria de Imprensa) sob o comando do radialista e apresentador Gleison Júnior continuam consolidadas e com força total.

Mundialmente distribuídas as coletâneas continuam a alavancar inúmeras críticas positivas e ganhar ainda mais respeito e admiração da mídia especializada e de velhos e novos fãs do trabalho.

Um dos pontos demasiadamente favoráveis que os volumes ganharam à cada edição foi o prezo em sempre melhorar sua qualidade em todos os sentidos, desde a engenharia de som, passando por design e expansão. Exatamente esses fatores levaram a Roadie Metal chegar tão longe, sempre com os pés no chão.

No "Volume 8" não poderia ser diferente! Lapidado e cristalino, os dois discos se mantém nivelados no ponto, preservando o peso e a músicas de trinta e três bandas dos mais variados estados do país, veteranos de longas datas e guerreiros que buscam ganhar seu espaço entre os gigantes mostrando que tem muito para somar em nome do metal.

A primeira metade da coletânea veio para amassar crânios! Trazendo monstros sagrados como Claustrofobia e Torture Squad ao lado de Necrofobia e Death Chaos para somar quase vinte minutos de violência e agressividade só pra começar. O disco ainda leva destaques como Jailor, Hunger dando sendo bem vindo desprovido de um Thrash sanguinário, Crookhead mesclando entre o Thrash e Death Melódico fazendo uma chuva de pedais duplos e guitarras afiadas, Dying Suffocation e seu Black/Doom visceral e Voiden com uma enxurrada de Metal Negro!

Já na segunda parte temos uma mescla de vertentes em potencial. Black Triad abre o set com o rock n roll grudento em "R.I.P", para o veterano Apple Sin atacar com sua canção em homenagem ao apresentador Gleison Júnior na faixa "Roadie Metal. Brutalian tomando as rédeas de punhos sempre abrasivos, Heaven Guardian apresentando uma sonoridade épica e bem polida, surpreendo nessa edição, juntamente com o gigante Darkship em "Poison" esbanjando talento e técnica.

O fato é que a Roadie Metal começou como uma iniciativa sem ganância, mas sempre pensando no que poderia melhorar e oferecer para os artistas e o público em geral. Com árduas batalhas, foram somando inúmeras conquistas, sendo essas mesmas conquistas voltadas para o crescimento coletivo desse projeto, e não é pura coincidência terem chegado tão longe.

É amor pelo que faz, pela camisa que veste e muito, mais muito trabalho! Mais uma vez tiro meu chapéu, parabéns!

Roadie Metal - Volume 8 (CD-Coletânea, 2016)
Independente - Nacional

CD 1:

01 – Claustrofobia: Metal Maloka (Santos/SP)
02 – Torture Squad: Return of Evil (São Paulo/SP)
03 – Necrofobia: Membership (Ribeirão Preto/SP)
04 – Death Chaos: From The Dead They Will Rise (Curitiba/PR)
05 – Jailor: Stats of Tragegy (Curitiba/PR)
06 – Hunger: Demons In White (Indaiatuba/SP)
07 – Stoned Bulls: Good For Shit (São João da Boa Vista/SP)
08 – Burnkill: Guerra e Destruição (Pouso Alegre/MG)
09 – Terrorsphere: Assassinos (Londrina/PR)
10 – Crookhead: Via Crucis (Araraquara/SP)
11 – Fallen Idol: The Boy and The Sea (Arujá/SP)
12 – Tormentor Bestial: Demon of Pervertion (Taubaté/SP)
13 – Dying Suffocation: Deathbed (Pato Branco/PR)
14 – Voiden: Antares (São Paulo/SP)
15 – Quintessente: Towards Eternity (Rio de Janeiro/RJ)
16 – Haumette: Changed Heart (Brotas/SP)

CD 2:
01 – Black Triad: R.I.P. (Porto Alegre/RS)
02 – Apple Sin: Roadie Metal (Barroso/MG)
03 – Rising: Road of Metal (São Paulo/SP)
04 – Brutallian: Blow On The Eye (São Luis/MA)
05 – Heaven’s Guardian: Dream (Goiânia/GO)
06 – Super Over: Esquema (São Carlos/SP)
07 – Darkship: Prison of Dreams (Carlos Barbosa/RS)
08 – Soledad: Giant (Belém/PA)
09 – Moby Jam: Homem de Gelo (Varre-Sai/RJ)
10 – Sickymind: Question of Honor (Atibaia/SP)
11 – Oni: Pedaços (Feliz/RS)
12 – Ariel/Kaliban: À Morte (Palmeira dos Índios/AL)
13 – Blancato: Laís (Uberlândia/MG)
14 – Neogenese: Oceans of Time (São José dos Pinhais/PR)
15 – High Moonlight: Inovaya (São Paulo/SP)
16 – Brvto Amor: Vida (Rio de Janeiro/RJ)
17 – The Walkins: O Sinal (Indaiatuba/SP)

Sites Relacionados:

www.roadie-metal.com

20 outubro, 2016

SOILWORK: Death Resonance (CD-Compilation, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

O Soilwork, além de ser um destaque entre tantos dentro de seu gênero, sempre esteve disposto para ultrapassar os próprios limites deixando de lado o receio e tendo ousadia suficiente para inovar em sua música.

O tempo foi passando, e nada mais nada menos que onze discos foram lançados até aqui, somando também uma primeira compilação lançada (10) e com pouco mais de duas décadas na estrada a banda chega com sua segunda compilação: "Death Resonance".

Longe de soar como um "Greatest Hits", o disco lançado nacionalmente pela Shinigami Records, em parceria com a Nuclear Blast Brasil, está mais para uma coletânea ousada, que reúne em um só lugar todos os "bônus tracks" lançados em discos que ganharam edições japonesas além das faixas "Helsinki" e "Death Resonance", que são materiais inéditos.

Temos então, dezesseis faixas contando com a engenharia de dez produtores diferentes - o que não é anormal para a oscilação de qualidade e masterização se diferenciar de uma para outra - banhadas em muito Melodic Death Metal de primeira, sempre bem orquestrado e coeso.

O Soilwork nunca perde a mão com seu dueto de guitarras destilando ótimos riffs e melodias bem incrementadas, além da base rítmica exemplar de baixo e bateria e vocais transitando entre as nuances limpas e raivosas. Não há limites para a criatividade destemida desses rapazes!

Dono de uma arte simples, mas bem trabalhada em tons de preto e vermelho, assinada por Mircea Gabriel Eftemie, "Death Resonance" é disco a reunir um pouco da história traçada pelo Soilwork desde o início e uma boa pedida para celebrar tantas conquistas!

Soilwork - Death Resonance (CD-Compilation, 2016)
Shinigami Records / Nuclear Blast Brasil - Nacional

Músicas:

1. Helsinki
2. Death Resonance
3. The End Begins Below the Surface
4. My Nerves, Your Everyday Tool
5. These Absent Eyes
6. Resisting the Current
7. When Sound Collides
8. Forever Lost in Vain
9. Sweet Demise
10. Sadistic Lullabye 2010
11. Overclocked (2016 Mix)
12. Martyr (2016 Mix)
13. Sovereign (2016 Mix)
14. Wherever Thorns May Grow (2016 Mix)
15. Killed by Ignition (2016 Mix)


Sites Relacionados:
www.soilwork.org

11 outubro, 2016

EQUILIBRIUM: Armageddon (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

O quinto álbum do quinteto alemão Equilibrium estava na mira de muitos admiradores e não demorou para que chegasse às mãos dos mesmos, os deixando boquiabertos com tamanha obra!

Não é novidade alguma que com o passar do tempo a sonoridade do quinteto vem se lapidando disco após disco, fazendo com que a banda experimente arriscar, descartar velhos elementos e acrescentar outros novos, até os "livrando" de cair em rotulações de praste.

E com a expansão gradativa de sua música, abandonando a raíz do Folk e beirando a mórbida atmosfera do Doom, Symphonic e Black Metal o novo trabalho chega até o Brasil, graças sua edição nacional lançada pela Shinigami Records, arrancando inúmeras criticas positivas e pegando muita gente na surdina.

Letras com temas relevantes, abordando a realidade na cara dura, com seriedade e acidez é uma das novidades claramente perceptíveis em "Armageddon".

Com um produção exemplar nas mãos do guitarrista René Berthiaume e masterização a cargo do renomado Maor Appelbaum (Faith No More, Adrenaline Mob, Halford, Angra, Sepultura, Anvil, Queensrÿche) o disco não deixa um ponto sem nó. Onze composições épicas e poderosas, cheias de orquestrações sinfônicas que cativam trazendo mais densidade e menos o lado "alegre" do Folk.

Mesmo com uma orquestração épica de teclado "Erwachen" senta o pé com agressividade, vocais guturais e andamento forte também passado para "Katharsis". "Helmat" e "Helden" trazem climas mais dançantes e grudentos, usando de refrões mais melodiosos e quebra de andamentos. Já em "Born to Be Epic" é sentido um pouco do Death Metal mesclado com Eletronic e Epic.

"Zum Horizont" e "Rise Again" promovem uma volta ao início dos tempos mais folks da banda, mas usam de uma certa dosagem de agressividade e velocidade nas mesmas, dando assim uma forte roupagem.

Fechando o álbum, e sendo a faixa mais longa do disco, "Eternal Destination" é uma crítica direta aos estragos causados ao planeta pelos seres humanos, mórbida e sombria como uma mescla poderosa de Death e Doom, rica em mudanças de andamento e uso de elementos sinfônicos.

Com composições e engenharia de produção memoráveis, "Armageddon" embala o Equilibrium em uma sonoridade refinada, diversificada e muito rica, levando os alemães aonde nunca imaginaram ir!

Equilibrium - Armageddon (CD, 2016)
Shinigami Records / Nuclear Blast Brasil - Nacional

Músicas:

01. Sehnsucht
02. Erwachen
03. Katharsis
04. Heimat
05. Born to Be Epic
06. Zum Horizont
07. Rise Again
08. Prey
09. Helden
10. Koyaaniskatsi
11. Eternal Destination

Integrantes:
- Robert “Robse” Dahn (vocal);
- René Berthiaume (guitarra/teclado);
- Dom R. Crey (guitarra)
- Marcus “Makki” Riewaldt (baixo);
- Tuval "Hati" Refaeli (bateria).


Sites Relacionados:

www.equilibrium-metal.net

PANZER: Resistance (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.
 
Nenhum outro título definiria tão bem o tanque de guerra brasileiro Panzer!

Um dos mais novos lançamentos da Shinigami Records, "Resistance" é o registro do legado invejável que esses bravos veteranos carregam em suas bagagens. Marcas honrosas de inúmeras conquistas ao longo dos anos, esmagando fases e obstáculos que ousem entrar em seu caminho, sempre comandando a linha de frente da batalha.

O disco que marca a estreia de Sérgio Ogrês nos vocais, entra para o currículo como o quarto trabalho de inéditas com um Panzer raivoso e revigorado, mostrando que ainda há munição de sobra para surrar os tímpanos de muita gente!

Produzido por André Pars e Henrique Baboom, também responsável pela mixagem, resultando um material com uma qualidade refinada e de nível excelente, "Resistance" vem mergulhado nas raízes de Thrash Metal com doses grooveadas de Stoner, agora mais despojado e dinâmico, e resgatando um pouco do que era feito no passado, em "The Strongest" (2001).

Claramente, vemos um nível surpreendente de maturidade, um trabalho mais ousado, com guitarras trabalhando à todo vapor atirando riffs marcantes e cerrados, melodias ostensivas, solos distorcidos com bom gosto, quatro cordas marcantes e firmes, bateria centrada, regada de Groove, abusando da criatividade e vocais esbanjando garra juvenil, muito bem usados e ousados.

Sim, Ogrês não demonstrou receio e chegou mesmo com as mangas erguidas e punhos fechados, pronto para socar crânios. O músico destila todo seu dinamismo e técnica para encaixar precisamente sua linha vocal usando das nuances mais suaves às mais extremas.

Um ambiente de nostalgia aos discos clássicos de Thrash Metal paira na sonoridade destilada em "Resistance", e isso deixa tudo mais agradável. Te dá a sensação de estar em casa.

Exemplos disso:
"The Price": Um andamento agitado, lembrando em alguns momentos "Ride the Lightning", além de backing vocais familiares com o Hardcore de Nova York.

"Impurity": Já chega mais carrancuda, uma pegada fortíssima de Stoner, com uma rítmica mais firmes de todos os instrumentos. Riffs e vocais azedos, que ganham força à cada estrofe.

"To Scream in Vain": Uma agressividade fortíssima, coisa que o Panzer sabe destilar sem rodeios, mas que te dão aquela saudade do Pantera. O groove como solto, enquanto a bateria senta o pé com firmeza do início ao fim.

"Attitude": A faixa celebra o clima de lutas, amizade e vida, numa linhagem mais Hard-Rock n Roll, é mais diversificada de andamentos, dona de um solo pegado, ganhando também uma versão em espanhol que fecha o disco.

"The Resistance": Se o título do disco cai como uma luva, na composição que carrega o mesmo não poderia ser diferente. A faixa que menciona o lendário Black Sabbath é altamente violenta e agressiva, mostrando o surpreendente domínio técnico de cada músico, trazendo todo sangue do corpo para os punhos!

"Resistance" é prova suficiente de que, 25 longos anos de carreira e incontáveis batalhas, não trincou um milímetro sequer do robusto tanque que continua forte, original, e extremamente pesado.

O Panzer supera os próprios limites!

Panzer - Resistance (CD, 2016)
Shinigami Records - Nacional

Músicas:

1. 96
2. The Price
3. Impunity
4. No Fear
5. No Scream in Vain
6. Alone
7. Attitude
8. Do It!
9. The Old and the Drugs for the Soul
10. The Resistance
11. You May Not Have Tomorrow
12. Actitud


Integrantes:
Sérgio Ogres – Vocal
Andre Pars – Guitarra
Fabiano Menon – Baixo
Edson Graseffi – Bateria

Sites Relacionados:

www.panzermetal.com.br
www.metalmedia.com.br/panzer

RIGOR MORTIS BR: The One Who (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Nada convencionais, os gaúchos do Rigor Mortis BR, retomam suas atividades após longos anos afastados dos palcos, e para mostrar que estão com energia à flor da pele, o quarteto invade o ano de 2016 trazendo seu mais novo disco: "The One Who"!

Lançado mundialmente pela Sangue Frio Records, o álbum produzido, mixado e masterizado pelo guitarrista Alexandre Rigor na Dark Medieval Times, chega ao público fechando dez composições, brutas, ensurdecedoras e nada, nada amigáveis.

Isso porque a sonoridade emanada pelo quarteto é regrada na linhagem brutal do Death Metal (90), porém nada Old School, e é justamente essa brutalidade insana que proporciona ao grupo sua própria personalidade. Uma identidade só sua.

O ambiente atordoante é o reflexo do clímax densamente extremo que surgem dos riffs azedos e incessantes das guitarras, cerradas do início ao fim, lembrando o tormento das almas podres à queimarem eternamente no inferno sedento. A bateria aduz agressividade e velocidade dos bumbos, variando entre pratos e viradas, e os vocais guturais e urrados soam maléficos e impiedosos.

As faixas "Human Flesh Juice", "Medieval Impalement", "Raw Meat Sugar" e "The One Who" esmagam os cérebros mal-acostumados como pedradas da morte. "The One Who", certamente não veio com intenção de agradar a grande maioria, mas sem dúvidas, o disco diz muito sobre o que é o Rigor Mortis BR em toda sua existência!

Rigor Mortis BR - The One Who (CD, 2016)
Sangue Frio Records - Nacional

Músicas:

1 - Intro
2 - Dialeto de Morto
3 - Psychotropic Illness
4 - Human Flesh Juice
5 - Medieval Impalament
6 - Find Body Parts Toy
7 - Febrônio Índio do Brazil
8 - Interlúdio
9 - Raw Meat Sugar
10 - The One Who...


Integrantes:
Leafar Sagrav - Vocal
Christian Peixoto - Baixo
Alexandre Rigor - Guitarra
Ricardo Borges Chiarello - Bateria

Sites Relacionados: 

www.facebook.com/RigorMortisBR
www.sanguefrioproducoes.com/artistas/Rigor+Mortis+BR/10

09 outubro, 2016

CREPTUM: Of Lies, Curses and Blood (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

No seu último registro, "In The Arms Of Death", o CREPTUM deixou toda sua legião de seguidores a sensação áspera na garganta de. . quando teríamos o debut, um registro esguio para apreciarmos como o prato principal do culto. Pois bem. Pedidos feitos são pedidos atendidos!

A verdade é que a horda paulista estava com o "Ace of Spades" debaixo da manga e já trabalhava com vigor em seu primeiro filho, e diga-se de passagem, o disco chegou causando furor, indo contra aos padrões conservadores.

Sim! Lançado em parceria com a Mutilation Records, "Of Lies Curses and Blood" cruza os portões do inferno, regrado por um Black Metal carregado de fúria e acidez, vestindo mantos brancos cobertos pelo vermelho do sangue dos pecadores!

A ousadia que a banda tem sempre foi um dos fatores mais interessantes e atrativos, pois o grupo destila a essência visceral do mais puro Black Metal raiz, à lá anos noventa, uma sonoridade agonizante e ríspida, o verdadeiro culto da morte, mas não tendo medo de deixar tudo isso em alta qualidade.

Em "Of Lies Curses and Blood" não poderia ser diferente. Produzido pelo guitarrista Eric Cavalcante, no Ponto Zero Studio (Santo André, SP) e masterizado pela equipe Absolute Master, o primogênito dispõe de dez composições impetuosas e agressivas, além de contar com "In The Arms Of Death" e "Burn the Cross" do EP anterior, além da participação do multi-instrumentista Paolo Bruno (Desdominus, Thy Light) nos solos da faixa "An Inevitable End".

Guitarras disparando rajadas brutais de riffs sujos e cortantes como lâminas afiadas, arranjos gélidos e bem trabalhados, uma cozinha rítmica de andamentos muito bem sincronizados; as quatro cordas latentes e pontiagudas e uma orquestração de bateria esgalgada e imprescindível. As linhas vocais de Raphael Grizilli cheias de cólera, estão ainda mais raivosas e cruas lembrando Per Yngve Ohlin (Mayhem) e Varg Vikernes (Burzum).

Grizilli, que também é Graphic Artist, que assinou todas as artes da banda até aqui, ficou à cargo da impactante e polêmica capa do full-length, um design refinado e luxuoso banhado pelos tons vermelhos de sangue.

"On The Pale Horse": Usa de alguns segundos de introdução, no clímax apocalíptico, para logo em seguida aparecerem riffs grudentos e ásperos, acompanhados pelas pancadas violentas de bateria. Há uma certa variação de bom uso, com momentos mais densos e um refrão que crava no crânio.

"In The Arms Of Death": Abusa da agressividade para destilar fúria, e ressalta o controle e trabalho rítmico que o grupo tem, variando entre a velocidade, a técnica e uso de quebradas bruscas.

"Against the Lies": Dispõe de uma estrutura altamente agressiva, brutal, que mesmo em seu momento de uma leve quebrada, não deixa de esmagar tímpanos. Vasto trabalho de bateria, investindo em beats, pedais duplos e viradas.

"An Inevitable End": Uma atmosfera mórbida regra o andamento da faixa, que mesmo parecendo a mais cortejante, não abre mão de dilatar a áurea recheada de fúria. Paolo Bruno trouxe requintes do Thy Light para a canção e soltou um solo pomposo à faixa.

"Burn The Cross": Burn! Burn the Cross! Não seria o Creptum se não houvesse esses momentos de pura blasfêmia e profanação em sua música, a faixa usa todo seu peso e velocidade do riffs.

"Memento Mori": A introdução sombria das quatro cordas abrindo alas para. .

"The Unknown Darkness": Que mantém pulsante o grave do baixo ao lado da rifferama cerrada das guitarras. Também usa muita variação rítmica.

"Through the Flames and Shadows": Digamos que a faixa tocaria facilmente numa programação de rádio num sábado à noite? Não mesmo, mas certamente é aquela "Baladinha-Black" que dá folga ao tímpanos.

"New Aeon Misanthropy": Riffs densos regram o andamento arrastado da faixa, que usa de temperos mais soturnos, envolto a uma forte temática.

"The Black Sword": A faixa mais longa do disco e que lembra algumas hordas da Noruega, aqui também feito um trabalho rítmico mais extenso, abrangendo vários elementos de forma individual e coletiva, arranjos dignos de uma seita para sacrifício deixam o clima ainda mais sombrio.

O fato é que o CREPTUM, desde sua origem, soube exatamente em que patamar queria chegar, procurando sempre requintar sua música sem perder sua essência, e de fato, conseguiram fazer algo extraordinário! Quinze anos de lutas e muito sangue derramado, esses veteranos de guerra transcenderam seu gênero e consolidaram-se de vez, emperrando a bandeira do metal negro no topo da montanha gelada.

Valeu a pena esperar tanto!

Creptum - Of Lies, Curses and Blood (CD, 2016)
Mutilation Records - Nacional

Músicas:
1. On The Pale Horse
2. In The Arms of Death
3. Against the Lies
4. An Inevitable End
5. Burn The Cross
6. Memento Mori
7. The Unknown Darkness
8. Through the Flames and Shadows
9. New Aeon Misanthropy
10. The Black Sword


Integrantes:
Tanatos - Vocal e Guitarra
Deimous Nefus - Guitarra
T. Aversvs - Baixo
Animus Atra - Bateria

Sites Relacionados:
www.creptum.com
www.metalmedia.com.br/creptum

08 outubro, 2016

SINSAENUM: Echoes of The Tortured (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

O petiz Sinsaenum veio à tona em meados de 2015, após cinco longos anos para ser posto no papel. Ou melhor, nos palcos!

O projeto cujo a ideia original partiu do multi-instrumentista Joey Jordison ganhou grande impacto ao redor de si mesmo, pois conta renomados membros de grandes bandas como os vocalistas Sean Zatorsky (Dååth, ex-Chimaira) e Attila Csihar (Mayhem) além de Frédéric Leclercq (Dragonforce) e Stéphane Buriez nas guitarras, do baixista Heimoth e o próprio Joey assumindo a bateria.

A repercussão ficara ainda maior com o lançamento do clipe de "Splendor and Agony", em performances aterrorizantes, em cenas cobertas de sangue e morte.

"Echoes of The Tortured" é envelopado num clímax apocalíptico, numa atmosfera altamente sombria e densa, onde o maior foco aqui é o Death Metal, que em vários momentos chega à casar com um pouco do Black Metal, e, justamente essa veemente cozinha pautada de uma sonoridade técnica tem a responsabilidade de datar peso e agressividade ao resultado final.

O álbum é composto, nada mais, nada menos do que 21 faixas, onde em algumas destas faixas, soam como introduções de ápices épicos e mórbidos para a entrada de guitarras carregadas de fúria e rancor. Riffs ríspidos e variados, mas envoltos de maneira bem simples, sempre cravados e precisos, o que torna o peso das guitarras ainda mais ácido e soturno.

Não podemos deixar de ressaltar a complexidade vocal aqui contida, pois lembrando que aqui temos dois vocalistas, e dueto aqui trabalhado é primoroso! É essa condição permite uma variação imensa e tenebrosa, abusando da variabilidade.

Outro fator brilhantino é que, somente no Sinsaenum, Joey põe em prática toda insanidade e talento na criação de baterias esmagadoras, violentas, cheias de Beats cravados e o uso técnico para preencher com peso e precisão cada milésimo de tempo. Sensacional! A melhor coisa que o mesmo fez foi se desligar da sua antiga banda.

Em "Echoes of The Tortured" não temos nada de tão inovador, mas temos um trabalho enriquecedor para o metal extremo, algo que apresentaríamos facilmente para quem não teve a oportunidade de conferir ainda. Uma audição violentamente agradável, que conta com destaques agressivos como as faixas "Splendor and Agony", "Inverted Cross", "Army of Chaos" (com Marcel Schirmer, do Destruction), "Condemned to Suffer", "Sacrifice", "The Forgotten One" e "Gods of Hell".

O Sinsaenum tem mesmo uma estrada promissora, e certamente é uma das bandas das quais gostaríamos de esperar por mais um disco, muito em breve!

Sinsaenum - Echoes of The Tortured (CD, 2016)
Shinigami Records - Nacional

Músicas:

01. Materialization
02. Splendor And Agony
03. Excommunicare
04. Inverted Cross
05. March
06. Army Of Chaos
07. Redemption
08. Dead Souls
09. Lullaby
10. Final Curse
11. Condemned To Suffer
12. Ritual
13. Sacrifice
14. Damnation
15. The Forgotten One
16. Torment
17. Anfang Des Albtraumes
18. Mist
19. Echoes Of The Tortured
20. Emptiness
21. Gods Of Hell
22. Oblivion (Bonus Track)
23. Death Is The Beginning (Bonus Track)


Sites Relacionados:
www.sinsaenum.com

05 outubro, 2016

CARNIFEX: Slow Death (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Representante de peso da cena Deathcore mundial, o Carnifex, deu as caras em 2016 apresentando seu sexto disco da carreira, o intitulado "Slow Death". O trabalho lançado no Brasil pela Shinigami Records é de cair o queixo, pois claramente pegou à todos de forma surpreendente, um álbum literalmente animal!

"Slow Death" foge perceptivelmente das raízes do grupo e resulta em algo mais violento, agressivo e com boas pegadas de sinfonia. Mesmo carregando alguns mínimos resíduos de modernidade, a música do quinteto da cidade de San Diego, CA, ganha uma roupagem que traz influências do Old School, Death Metal, Brutal Death Metal e do Symphonic Black Metal.

A produção a cargo da própria banda e Mick Kenney (ANAAL NATHRAKH, BLEEDING THROUGH), a co-produção feita por Jason Suecof (DEATH ANGEL, CHELSEA GRIN, JOB FOR A COWBOY) e mixagem feita por Mark Lewis (THE BLACK DAHLIA MURDER, WHITECHAPEL, DEVILDRIVER, DEICIDE) no Audiohammer Studios em Sanford, Florida, é outro fator matador e fundamental para um resultado final tão primoroso!

Dez faixas horripilantes, de riffs ganchudos e agressivos, onde a base rítmica feita pelas quatro cordas e as tesouradas de bateria formam uma atmosfera densa e técnica, com uma mescla de groove, dança coesa entre os pedais duplo, preenchimento cautelar das combinações de conduções, splash, shines e ataques sempre muito intensos. O acréscimo das orquestrações sinfônicas datam uma elegância sombria ao som, criando uma áurea fúnebre para o encaixe de solos técnicos e vocais bem mesclados entre guturais gordurosos e viscerais.

A opera sombria que carrega os segundos iniciais de "Dark Heart Ceremony" abre os portões para uma audição de machucar os tímpanos, uma canção validamente densa, de riffs grosseiros e vocais ganchudos. "Slow Death", dá a sequência mostrando um pouco das mesclas de influências presentes nesse disco e dispõe de momentos bastante variados, para "Drown Me in Blood" trazer um punhado de fusão entre o Brutal Death Metal e o Black Metal.

"Six Feet Closer to Hell" tem um trabalho recheado dos vocais, com aquela pegada Deathcore e andamento viciante de bateria, trabalhando entre densidade e velocidade de beats e pedais também sentida na visceral "Necrotoxic". "Life Fades to a Funeral" é um pomposo instrumental mórbido que abre caminho para a sinfonia maléfica e violenta de "Countess of the Crescent Moon", ceifada posteriormente por "Servants to the Horde" proporcionando lapsos à lá Behemoth!

Por fim, "Slow Death" tem atraído olhares e tímpanos para o renomado Carnifex, que deu um espetáculo de meteoros sonoros em comemoração aos seus dez anos na estrada. Ganhando o respeito dos conservadores, o disco cuja arte combinada em tons de preto e vermelho, assinada pelo renomado Sean Cushman (Godmachine) entra com facilidade para a lista dos melhores lançamentos mundiais de 2016!

Carnifex - Slow Death (CD, 2016)
Shinigami Records - Nacional

Músicas:
1. Dark Heart Ceremony
2. Slow Death
3. Drown Me In Blood
4. Pale Ghost
5. Black Candles Burning
6. Six Feet Closer To Hell
7. Necrotoxic
8. Life Fades To A Funeral
9. Countess Of The Crescent Moon
10. Servants To The Horde


 

Sites Relacionados:
www.carnifexmetal.com

30 setembro, 2016

PERC3PTION: Once and for All (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Ao entender dos leigos, tocar metal é a coisa mais fácil que há, pois para quem não gosta ou simplesmente não procura conhecer um pouco mais, a maioria dos subgêneros dentro dele não passam de barulho. Felizmente, eles estão redondamente enganados!

Justamente dentro desses tantos subgêneros é perceptível o talento e os esforços feitos por músicos que estudam continuamente em benefício próprio e coletivo dentro dos projetos em que se engajam.

Agora, seguindo especificamente para dentro do Heavy, onde as guitarras falam mais alto e os vocais podem soar mais doces ou mais agudos, temos no nosso país bandas que destilam uma qualidade musical de cair o queixo! E aqui vos apresento o Perc3ption.

O quinteto paulista, formado em 2007, e que tem em seu currículo concertos ao lado de bandas como MindFlow, Shadowside, Evergrey e Amorphis em grandes festivais mundo à fora, se destaca pelo seu Progressive Power Metal de tamanha qualidade, peso e uma produção de altíssimo nível.

"Once and For All", além de ser um dos melhores álbuns lançados em 2016, é um dos melhores discos da história do metal!

Pesado e agressivo, com boas doses de melodia, o segundo filho apresenta um nível técnico que supera seu antecessor "Reason and Faith", pondo o dedo no emocional do ouvinte, de forma direta, com composições intensas, equilibradas e orgânicas. Um instrumental impecável, beirando à ser épico graças aos teclados orquestrados por Glauco Barros, e agora com a entrada de Dan Figueiredo, a estrutura dos vocais casou perfeitamente com a sonoridade!

Trazendo o talento desses músicos talentosos para as composições, o resultado é devastador, desde a pomposa produção feita pelo próprio Glauco Barros, Guilherme Lima e o auxílio de Edu Falaschi (Almah, ex-Angra) na pré-produção, tudo feito no Perc3ption Studios. Welligton Consoli trabalhou em cima do conceito dado pelo próprio quinteto e deu vida à um ambiente gélido para capa e contra capa, enquanto o encarte é trabalhado em tons de cinza, muito bonito e chamativo.

Tarefa difícil destacar faixas quando disco inteiro é o destaque!

"Persistence Makes the Difference" - Te torna viciado! Uma verdadeira pedrada de Heavy Progressivo e demasiadamente agressivo, ela te faz se perguntar: porque o metal não havia lançado um disco assim antes?

"Oblivion's Gate" - As orquestrações sombrias de teclado abrindo alas para os riffs cravados e azedos de guitarras e ao trabalho forte das quatro cordas. Os vocais se impõem fortemente.

"Rise" - Ahh, esse refrão é de arrepiar! Introspectiva e cheia de melodia, essa faixa é um encaixe matador de riffs, solos, rítmica e vocais.

"Immortality" - Carrega um pouco mais de groove com pitadas do metal moderna, fazendo um dueto de solos espetacular e agressivo.

"Braving the Beast" - A faixa mais longa do disco, onde percebemos tamanho grandeza vinda dos músicos, muita variação rítmica e um trabalho mais extenso da técnica, das nuances mais suaves às mais densas.

"Magnitude 666" - Faixa que ganhou videoclipe, destila densidade e soa bastante agressiva dentro da pegada progressiva, os vocais soam afiados e azedos.

"Welcome to The End" - As lúgubres orquestrações dos teclados apresentam a faixa mais bélica do disco, com um certo tempero levemente agressivo, dosado com cautela para não cobrir tamanho beleza contida na canção.

"Extinction Level Event" - Vem para quebrar o clímax anterior. Altamente agressiva, ela dispõe de elementos mais densos e sombrios despejados em cima de uma ótima cozinha rítmica e dilatada. Faz jus à temática.

"Through the Invisible Horizons" - Finaliza o disco cheia de riffs cerrados, e alterna muito bem entre peso e melodia gerando um Progressivo mais técnico e centrado.

Por fim, não há dúvidas de que o PERC3PTION deu vida à um disco grandioso do início ao fim, um disco que trouxe ainda mais méritos para a banda, que merecidamente é uma das melhores bandas de metal do mundo! Sem mais.

Perc3ption - Once and for All (CD, 2016)
Shinigami Records - Nacional

Músicas:

1. Persistence Makes the Difference
2. Oblivions Gate
3. Rise
4. Immortality
5. Braving the Beast
6. Magnitude 666
7. Welcome to the End
8. Extinction Level Event
9. Through the Invisible Horizons


Integrantes:

Dan Figueiredo - Vocais
Rick Leite - Guitarras
Glauco Barros - Guitarras
Wellington Consoli - Baixo
Peferson Mendes - Bateria


Sites Relacionados:
www.facebook.com/Perc3ption

16 setembro, 2016

LOUDER: Take One (EP, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Vindos de Veranópolis (RS), o Louder, é daquelas hordas que cultivam sua semente para ganhar a atenção do ouvinte logo na primeira audição.

O quinteto vem à tona para apresentar seu EP "Take One", um registro que une simplicidade, personalidade e muito trabalho técnico concentrados em cinco composições autorais enérgicas e de grande qualidade.

O EP, que conta com uma produção límpida, é muito bem estruturado e organizado, as faixas apresentam-se de forma orgânica e acabam soando de forma elegante e saudosa.

Uma sonoridade flertando com aquela linhagem Classic Hard Rock, guitarras dosando bem o teor de peso com distorções que não cobrem os arranjos e riffs abafados, refrões que grudam facilmente e o dueto de baixo e bateria que é um verdadeiro impulso de energia para te fazer saltar da cadeira!

Os vocais atuam de forma excelente, que em alguns momentos lembram as músicas mais agitadas do Scorpions e Boston, sempre bem afinados, e claro, afiados! Chamam muita atenção.

Já o design da capa e encarte assinado por Maurício Barbieri (guitarrista) também conta com doses de simplicidade e trabalha em tons escuros, precisando apenas de pequenos ajustes, o que pode ser resolvido no próximo trabalho.

Mostrando profissionalismo, personalidade e uma ótima base rítmica trabalhando individual e coletivamente, o Louder é uma excelente cria à representar esse tipo de música que, tenho a absoluta certeza, que influenciou muitos a conhecerem o rock e o metal mais à fundo.

"Last Memory" e "No More" são os grandes trunfos do disco. Parabéns pela estreia com o pé direto!

Louder - Take One (EP, 2016)
Independente - Nacional

Músicas:

1 – Last Memory
2 – Temple of Desire
3 – Copper’s Synapse
4 – No More
5 – Blind Faith (Part I)

Ouça o EP no Spotify:
spotify:artist:7vdTdBhRkQdfC4cXMf1KBv


Integrantes:
Kid Sangali - Vocal
Gio Attolini - Guitarra e Vocal
Mauricio Barbieri - Guitarra
Ricardo Ledur Gottardo - Baixo
Felipe Saretta - Bateria

Sites Relacionados:
www.facebook.com/LouderRockBand

14 setembro, 2016

WOSLOM: A Near Life Experience (CD, 2016) | Review

Resenhado por Ygor Nogueira.

Se assunto for Thrash Metal, o Brasil não deixa à desejar! Isso porque, não é de agora que nosso país tem sido um celeiro felpudo para grandes nomes do gênero, e isso vem lá dos primórdios da música extrema por aqui.

O veterano de guerra Woslom, um dos nomes mais respeitados e cultuados do gênero, completando seus vinte anos de carreira, é um exemplo nato de que quando o mosh pit começa a girar a primeira coisa que você tem que pensar em proteger é o pescoço!

O quarteto liderado por Silvano Aguilera ressalta claramente que aqui não se tem espaço para brincadeira nem muito menos "tendencionices" da atualidade, pois a rifferama cuspida pela dupla de guitarristas Silvano e Rafael Iak é a medula espinhal do mais castiço Thrash!

O mais novo filho do Woslom, o intitulado "A Near Life Experience" ganha vida como uma furiosa rajada de trovões que abrem céus e infernos para trazer o caos sem dó nem piedade à terra.

Lançado mundialmente pela italiana Punishment 18, e no Brasil pela Shinigami Records, "A Near Life Experience" era alvo de grandes expectativas antes mesmo de virar realidade, pois seu antecessor havia arrematado incontáveis boas criticas e a banda tinha a árdua tarefa de superá-lo. Dito e feito!

As gravações feitas no Acoustica Studios, em São Caetano-SP, contando com a produção da própria banda em conjunto com Danilo Pozzani e teve sua masterização feita por Neto Grous na Absolute Master, e esse grande time de engenharia sonora não deixou barato e trabalhou pesado para encorpar o petardo.

Dono de oito faixas e um cover matador do lendário Bywar, o disco apresenta o quarteto thrasher em sua melhor forma. Rápido, ríspido, ácido e extremamente pesado "A Near Life Experience" bombeia sangue sem parar pelas veias empoeiradas do Old School, com os oito pés fincados na Bay Area e isso é uma característica pessoal do quarteto que acaba deixando tudo ainda mais animal! A energia flui de riffs carrancudos, que grudam no crânio, solos robustos e bem caprichados e uma base rítmica consistente, vibrante e bem colocada dá uma latência feroz à tudo por aqui.

Um outro ponto de destaque são os vocais. Simplesmente impecáveis! Silvano conduz com muita personalidade e tem muita consciência de como e quando fazer, dosando minuciosamente bem cada fraseado. Atualmente, principalmente na terrinha, não me lembro de alguém atuando, também e tão bem, nessa linha marcante em demasia.

Mario Lopez, o artista guatemalteco foi o percursor da capa do disco e chamou atenção por desenvolver um trabalho mais focado em desenhos que digital art. Arte que também traz em detalhes mínimos sobre a banda.

Nós realmente não temos do que nos queixar, pois temos a sorte e a honra de gigantes como o Woslom serem filhos da tão adorada, idolatrada pátria amada, gigantes que acabaram de fincar sua bandeira no pico mais alto da colina do Thrash Extreme Attack, e seu terceiro fruto, "A Near Life Experience", é um dos maiores discos do gênero já lançados desde os anos oitenta! É de cair o queixo!

Ainda preciso recomendar?

Woslom - A Near Life Experience (CD, 2016)
Shinigami Records - Nacional

Músicas:

1. Underworld Of Aggression
2. A Near Life Experience
3. Brokenbones
4. Lapses Of Sin
5. Redemption
6. Unleash Your Violence
7. Lords Of War
8. Total Speed Thrash
9. Thrasher’s Return

Ouça no Spotify:
https://open.spotify.com/album/7wHlX9A54utHXH7zru0bh3


Integrantes:
Silvano Aguilera - Guitarras, Vocais
Rafael Iak - Guitarras
André G. Mellado - Baixo
Fernando Oster - Bateria


Sites Relacionados:
www.woslom.net
www.metalmedia.com.br/woslom

11 setembro, 2016

Resenhas: Rebotte: Insurgência (EP, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Há de aceitar que, de fato, dia após dia tem crescido o número de bandas que preferem a sonoridade mais moderna, e apesar da maioria amar fervorosamente o bom e tradicional heavy metal, algumas dessas hordas modernas possuem um ponto diferencial que nos prende à conhecer um pouco mais.

E como não dá o braço à torcer quando a sonoridade te surpreende se destacando das demais? O Rebotte faz isso com o amigo ouvinte, pois o quinteto tem qualidade técnica acima da média e a usa de forma sábia para destilar uma sonoridade raivosa, e assim conquistar sua própria legião de fãs.

"Insurgência", gravado no Flight Studio com a produção de Rogério Oliveira, é o primeiro registro de estúdio do quinteto paulista após quatro anos de seu surgimento, em 2012. O EP composto de quatro faixas e uma intro é lapidado nas vertentes do Death Metal e mesclado com as tendências mais joviais, como Metalcore, e o resultado disso soa simplesmente muito pesado!

O duo das cordas grave pulsando firme e a bateria pegada e bem definida de Ellen War, irrigam  perfeitamente o terreno de uma rítmica forte e coesa, enquanto as guitarras cospem riffs ganchudos e densos, levando grande peso à todas as faixas, além de solos bem dosados em tamanho e consistência.

Os opulentos vocais de Lívia Almeida são esmagadores e dão latência as letras, todas em língua pátria, mostrando que com estudo e dosagem certa, é possível deixar o metal cantado em português poderoso e marcante. Nas faixas "Cicatrizes" e "Amanhecer" é possível notar com nitidez técnica, peso e agressividade transbordarem das composições.

Hugo Silva (Abacrombie Ink) embalou sua arte caótica em um digipack saudoso e de ótimo nível gráfico, o artista captou a mensagem das letras e trouxe para o papel com muito estilo e fúria.

O grupo que arrebenta também em suas performances em shows, mostra em "Insurgência", que o nome Rebotte veio para somar pontos em prol do metal e que qualidade e profissionalismo existe de sobra para isso! Sejam bem vindos.

Rebotte - Insurgência (EP, 2016)
Independente - Nacional

Músicas:

1. Insurgência
2. Cicatrizes
3. Discórdia
4. Amanhecer
5. Existência

 
Integrantes:
Lívia Almeida - Vocais
Bruno Abud - Guitarras
Vitor Acacio - Guitarras
Robin Gaia - Baixo
Santiago Soares - Sintetizadores
Ellen War - Bateria


Sites Relacionados:
www.facebook.com/Rebotte
www.metalmedia.com.br/rebotte

09 setembro, 2016

Resenhas: DIE: II (EP, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

O DIE é aquele tipo de banda que chega pra causar desordem na calmaria, pesado e agressivo, o quarteto paulista da cidade de Botucatu mantém suas línguas afiadas contra a sociedade, a política e a religião, e cospem nelas uma sonoridade raivosa.

Mantendo seu legado, os mascarados mal-encarados retornam para apresentar seu mais recente registro: "II". Sim, eis aqui a proliferação dos bombardeios sonoros desse grupo que executa uma mescla de Crossover com doses de Metal em composições recheadas de peso.

A produção feita por Fabiano Gil, Umberto Buldrini e DIE deu aquela repaginada na música do quarteto que aparece bem mais evoluído tecnicamente em comparação ao seu primeiro EP. O refinamento dado trouxe alguns resquícios de Groove para a linha rítmica que está ainda mais violenta, mesmo usando a simplicidade na hora de compor.

"II", destila em pouco mais de treze minutos de duração, quatro faixas densas, de riffs ríspidos, bumbos calibrados e um trabalho vocal mais pomposo, de timbres urrados, ásperos e agressivos.

De curta duração, o EP inteiro é recomendado, mas "Truth Like Yourself" prende os tímpanos com seu andamento pesado, de riffs cerrados e bateria pegada, e "Religion" ressalta bem a estética em que os vocais vem sendo trabalhados; mais raivosos e coesos.

Thiago D'Angelo encarregou-se de assinar a capa em uma arte simples usando preto, branco e cinza, como se deixasse transparecer o outro lado da banda.

Agora com um trabalho musical mais técnico e esmerado, o DIE assume de vez sua personalidade sem deixar de lado sua essência e estar forte e apto para continuar estalando pescoços em moshpits e para um primeiro full-length!

DIE - II (EP, 2016)
Independente - Nacional

Músicas:

1. Truth Like Yourself
2. Religion
3. Space to Destroy
4. Lost


Integrantes:
Charles Guerreiro - Vocal
Hell Hound - Guitarra
Roger Voorhees - Baixo
Mortiz Carrasco - Bateria


Sites Relacionados:
www.facebook.com/diecrossover
www.metalmedia.com.br/die

Resenhas: Dolores Dolores: ID Superpower (CD, 2014)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Proporcionando uma audição suave, agradável, cheia de feeling e de fácil consumo, a nascida na cidade de Belo Horizonte, DOLORES DOLORES destila de suas entranhas uma sonoridade limpa, orgânica e muito natural em seu segundo disco de estúdio.

O antecessor de "Songs of Experience" (2012), "ID Superpower" (2014) carrega em treze faixas 55 minutos inteiros dessa mescla que une Classic Rock, Hard Rock e Pop para resultar uma pegada latente de Rock Progressivo.

Com uma ótima produção da própria banda, contando com o auxílio de Rodrigo Grilo na engenharia de som, o trabalho impressiona pela cristalização pomposa caindo como uma luva diante da dosagem certa de peso em cada faixa. Composições maduras, recheadas de melodia, harmonia e groove, um instrumental executado com perfeição e criatividade.

Riffs singelos, porém grudentos e que abrem o espaço certo para o encaixe dos arranjos mais saudosos, seguidos de solos bem trabalhados e limpos o tempo inteiro. Sim, as quatro cordas são bem destacadas de grave e a bateria usa mais de técnica para deixar tudo mais veemente.

"ID Superpower" é um disco facilmente recomendado aos amantes da música em geral, desde os mais leigos até os extremistas, e a faixa "Mama Technology" é um prato cheio para convidá-los a conhecerem e deleitarem-se nesse puta disco!

Dolores Dolores - ID Superpower (CD, 2014)
Independente - Nacional

Músicas:

01 – Infant Sorrow (Prelude)
02 – Confused
03 – Behind The Hills
04 – Crystal Ball
05 – Perfect Man
06 – Nothing To Lose
07 – Wainting For A Train
08 – Mama Technology
09 – I Was Wrong
10 – In Spite of Me
11 – Time To Confess
12 – Dramatic Lover
13 – Infant Sorrow


Integrantes:

Wille Muriel - Vocal
Humberto Maldonado - Guitarra
Rodrigo Cordeiro - Baixo
Alessandro Bagni - Bateria


Sites Relacionados:
www.doloresdolores.com
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02 setembro, 2016

Resenhas: No Trauma: Viva Forte Até O Seu Leito de Morte (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Uma banda a mais à investir nas tendências mais modernas do metal, mas acima disso, se destacando por ter em sua composição um ingrediente só seu para soar diferente das demais!

Formada em 2012, na cidade do Rio de Janeiro, o quarteto carioca No Trauma une em sua música porções de Metal, Hardcore, Djent e Groove para cuspir garganta à fora um Metalcore violento, cheio de pegada, agressividade, peso e consciência musical e lírica.

Em seu debut "Viva Forte Até O Seu Leito de Morte", a banda assume o compromisso de repassar ao ouvinte um material sólido, com letras em língua pátria, consistente do início ao fim e que ressalte bem sua personalidade. Isso porque o trabalho de estreia é daqueles transcendem as expectativas, com sua produção feita pela própria banda no estúdio Aeon Aúdio, em Jacarepaguá-RJ sabendo dosar bem os elementos para resultar uma audição cristalina mas que mantém a brutalidade intacta em todas as doze faixas!

Composições ricas na complexidade de ótimas variações rítmicas e de andamentos muito bem estruturados, encaixados minuciosamente, cada riff ganchudo cravando no crânio como verdadeiras pauladas no cérebro. Os graves das quatro cordas parecem um combustível energético para a linha de bateria que é outro ponto fortíssimo aqui, robustamente animal e bem cuidado, em cada detalhe, fazendo um trabalho em potencial máxima.

O contraste dos vocais de natureza monstruosa! O trabalho feito data uma técnica virtuosa, fazendo bom uso e ótimos encaixes entre as passagens mais extremas e agressivas e aquelas mais melodiosas e suaves, abrindo espaço também à incrementação de nuances do Rap, falando a direta e clara linguagem do gueto.

Tuninho Silva, guitarrista, também ficou encarregado pela parte gráfica do disco e em tons de vermelho e laranja fez um ótimo trabalho de capa e encarte, chamativo também aos olhos.

Brutal e autêntico, "Viva Forte Até O Seu Leito de Morte" possui além de uma qualidade absurda, uma identidade diferenciada das demais bandas do gênero e o No Trauma atrai facilmente até os mais conservadores para conhecer e se surpreenderem com tamanha capacidade técnica e sonora. Disco pra tirar a poeira dos tímpanos!

No Trauma - Viva Forte Até O Seu Leito de Morte (CD, 2016)
MS Metal Records - Nacional

Músicas:

01. Fuga
02. Quimera
03. M.M.A.
04. Massa de Manobra
05. O Chamado
06. Forca
07. Sedativo
08. Demoniocracia
09. Igualdade
10. Algemas do Medo
11. Viva Forte
12. Sawabona Shikoba

Integrantes:
Hosmany Bandeira: Vocal
Tuninho Silva: Guitarra
João de Paula: Baixo
Marvin Freitas: Bateria


Sites Relacionados:
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01 setembro, 2016

Resenhas: Moby Jam: Sem Juízo (CD, 2014)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Há quem ache nem todo subgênero derivado do "metal" sirva para fazer esse tipo de música. Engana-se quem se restringe à esse tipo de raciocínio, pois quando a receita cai nas mãos das pessoas certas, as mesmas fazem com que isso soe bem diferenciado e de bom grado.

É isso que o trio fluminense, Moby Jam, consegue fazer. Apostando em letras cantadas em português, a banda destila, como eles mesmos dizem, um "Rockfreestyle", orgânico e recheado de influências nativas da década de 80 e atuais no seu primeiro disco "Sem Juízo".

O disco gravado no Estúdio Pombo, sob a produção de Elson Braga, em 2014, define a identidade do Moby Jam em oito faixas pesadas mas que também flertam com a música pop e o rock n roll raiz, no pegada balada clássica.

A audição é agradável de cabo à rabo e cativa com facilidade, resultado de uma energia emitida das guitarras balanceadas, carregadas de riffs simples mas vibrantes o suficiente para manter a festa e a diversão garantida.

Faixas como "Sol", "Chuva Ácida" e "Homem de Gelo" são os destaques "desse tipo de música", que para muitos, está morto. Elas provam o contrário, conheça!

Moby Jam - Sem Juízo (CD, 2014)
Independente - Nacional

Músicas:

01 – Purpurina
02 – Sol
03 – Chuva Ácida
04 – Descalabro
05 – Homem de Gelo
06 – Brilhar A Minha Estrela (Da Mais Um)
07 – O Voo
08 – Sem Juízo


Integrantes:
Marcelo Vargas: Vocal e Guitarra
Elson Braga: Baixo
Augusto Borges: Bateria


Sites Relacionados:
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31 agosto, 2016

Resenhas: Melanie Klain: Analise do Caos (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Nos primeiros instantes de audição é perceptível que, o quinteto nascido em Mococa-SP, sabe bem o porque de usar a música como uma fortíssima ferramenta. O Melanie Klain, cujo nome faz referência a uma renomada psicanalista austríaca, tem como ideia principal usar o poder das palavras para, assim causar, um maior impacto.

Muita acidez e batendo de frente com a raiz do problema, o quinteto que deixa bem claro suas influências por bandas mais atuais como System Of A Down e usa um bocado dos requintes do metal moderno, liquidifica toda essa mescla para assim buscar moldar sua própria identidade.

Doze composições apolíticas, criticais e que põem o dedo na ferida da hipocrisia - humana e social ao país -, assim como mexe também como o mercado da fé e a cultura da era atual e sua ciberalienação compõem claramente o título de "Análise do Caos".

Numa produção de boa qualidade a sonoridade do grupo abusa da variação rítmica, distinguindo muito uma faixa da outra, dando uma estrutura personal a cada uma delas. Similarmente eles fazem com o trabalho vocal, que dita bem sua dosagem de sarcasmo nas composições, usando guturais, agudos ou melodiosos nos esporros cheios de frases de baixo calão.

"Desrespeitável Público" faz as honras da casa apresentando o grande circo que chamamos de 'Brasil, um país de todos'. Uma introdução bem criativa para dá sequencia à "Abençoados Por Deus", que mostra um pouco da autodenominação do patriota; aqui é fortemente sentido as influências da banda.

Os sinos a badalarem a chegada de "Fé Cega", que usa riffs secos enquanto os vocais trabalham na mesclagem de citação e alguns urros de fundo sendo implementados. Destaque também para o trabalho de guitarras no solo. "Lavagem Cerebral" retrata a manipulação e abuso da mídia diante dos fatos cotidianos, enquanto "Rede Social" resume as "personalidades" adotadas por milhões por trás das telas.

Sem falsos elogios, o Melanie Klain tem de fato, qualidade musical e lírica para seguir com o pé no acelerador na estrada do mercado metálico e soube mesmo fazer por onde o álbum "Análise do Caos" mostrasse bem quem são e para que vieram. Ouça!

Melanie Klain - Análise do Caos (CD, 2016)
Independente- Nacional

Músicas:

01 – Desrespeitável Público
02 – Abençoados Por Deus
03 – Diálogo
04 – Fé Cega
05 – Guerra
06 – Marcas do Abandono
07 – Lavagem Cerebral
08 – Cartas de Um Suicida
09 – Cólera Nação
10 – Rede Social
11 – Análise do Caos
12 – Reflexão


Integrantes:
Duzinho: Vocal
Leandro Viola: Guitarra
Chapolim: Guitarra
Vick: Baixo
Pedro Bertti: Bateria


Sites Relacionados:
www.melanieklain.com.br
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26 agosto, 2016

Resenhas: Death Chaos: Prologue in Death & Chaos (EP, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Do contrário ao que a maioria pensa ou crer, a música extrema é levada muito a sério em nosso país, fazendo parte de nossas rotinas diariamente. E nesse segmento existem hordas que não se contentam em se prender naquele "meia-boca". Muito pelo contrário, se for pra fazer tem que fazer bem feito.

Os curitibanos do Death Chaos surgiram há dois anos atrás com esse ideal em mente, e mostram que, apesar da idade prematura eles exaltam qualidade e competência suficiente para dá origem a uma sonoridade extremamente bruta e de técnica acima da média.

Com isso, o quarteto não poupou tempo e deu vida ao seu primeiro trabalho de estúdio, o intitulado "Prologue in Death & Chaos" (2016).

Uma sonoridade emaranhada nas raízes do Death Metal tradicional, com uma excelente estrutura rítmica e que dá atenção aos menores detalhes, pois a banda consegue explorar cada mínimo arranjo ou melodia resultando um excelente trabalho de guitarras, sempre sentando a mão firmemente, tanto no destilar de riffs ríspidos que abusam do peso ou no ótimo desenvolvimento dos solos, gerando grandes picos de feeling.

O EP carrega cinco composições onde a média dos seis minutos prevalece, e engana-se quem acha que a audição chega a ser enjoa ou repetitiva, pois não é. Nada mesmo! A banda sabe criar e rechear muito bem sua música e usa da sua capacidade, individual e coletiva, para cuspir um death metal técnico, obscuro, abrasivo, de muito peso e bumbos violentos.

"You Die I Smile" abre o pacote com sua introdução mórbida, que logo é atropelada pela agressividade dos riffs cerrados e bumbos acelerados da bateria, ganhando um forte feeling ao entrar do solo.

"Death Division" abrange uma pegada mais violenta, soando com mais intensidade e peso dos vocais. Lenhada abrasiva!

"House of Madness" é uma faixa mais diversificada, explorando mais a rítmica e cadência do grupo, com vários picos e um trabalho mais cuidadoso dos vocais.

"Erased Sky" emana uma aura mais melódica e depressiva, uma composição mais arrastada mas que leva os requintes certos para cativar o ouvinte. Melhor solo do disco!

"You Are Not You" fechando o disco como um tiro na nuca! Sua pegada mais abrasiva, com vocais mais urrados e a cozinha violenta de baixo e bateria, se responsabiliza pelos torcicolos no final do expediente.

Em resumo, "Um Prólogo de Morte e Caos", em tradução pátria, resultou para o Death Chaos uma estreia saudosa, chamando à atenção dos velhos e novos apreciadores do gênero. As portas da prosperidade foram abertas, agora é pôr pra frente!

Death Chaos - Prologue in Death & Chaos" (EP, 2016)
Independente - Nacional

Músicas:

1. You Die I Smile
2. Death Division
3. House of Madness
4. Erased Sky
5. You Are Not You


Integrantes:
Denir Deathdealer – Vocal e Baixo
Julio Bona – Guitarra
David Oliver – Guitarra
Ueda – Bateria

Sites Relacionados:
www.facebook.com/deathchaosmetal
www.roadie-metal.com/press/death-chaos